08/10/2020

ATP espera recuperação de contêineres para terceiro e quarto trimestres do ano

 ATP espera recuperação de contêineres para terceiro e quarto trimestres do ano


No segundo trimestre do ano o destaque foi para soja, petróleo e derivados. Para o final do ano o foco será destinado mais ao milho

Com um crescimento na movimentação de 6,8% no segundo trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2019, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), aguarda que o ritmo continue sendo de crescimento para os próximos meses do ano. A expectativa, de acordo com a diretora executiva da associação, Luciana Guerise é que para os terceiro e quarto trimestres do ano ocorra uma recuperação na movimentação de contêineres e um foco maior no milho.

O aumento no segundo trimestre do ano foi impulsionado principalmente pela soja, petróleo e derivados. Luciana explicou que embora o volume da soja brasileira seja sempre grande, os picos da movimentação do produto ocorrem principalmente entre junho e novembro.

Ela afirmou que em todas as regiões do país houve destaques de terminais que apresentaram grandes desempenhos na movimentação. Na região Norte o destaque foi para o Hidrovias do Brasil que naquele período apresentou um aumento de 122%; no Nordeste para o terminal Madre de Deus, da Petrobras, com 25%; no Sul o terminal da Bunge com um crescimento de 138%; Centro-Oeste o terminal Dreyfus com 31% e no Sudeste o terminal Açu Petróleo, com crescimento de 126%.

Todos esses aumentos acorreram durante o período de evolução da pandemia da Covid-19 no Brasil. No entanto, segundo ela, enquanto o país vivia o auge da doença, a curva de crescimento de doentes na China e países da Europa caía, aumentando, por sua vez, a necessidade pela exportação de alimentos brasileiros.

Luciana atribui o desempenho dos terminais privados ao grande aporte de capital, bem como a liberdade de investimentos. Ao contrário dos portos públicos, os TUPs não precisam de licitação para obras, por exemplo. De acordo com ela, os terminais possuem uma carteira de investimentos na ordem de R$ 43 bilhões, superior a soma dos custos do setor de infraestrutura do governo dos últimos sete anos.

Fonte: Portos e Navios

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