Definir as prioridades estratégicas de trabalho ao longo dos próximos meses, compreender os desafios que estão por vir, fortalecer o associativismo e promover a troca entre aqueles que fazem o dia a dia da entidade. Esses foram alguns dos objetivos do primeiro encontro presencial da ABOL, que aconteceu em São Paulo no mês de fevereiro e reuniu representantes das empresas associadas em São Paulo.
Na ocasião, destacou os fatores que devem influenciar diretamente a preparação das empresas e elencou as prioridades normativas nacionais, tendências globais de supply chain, indicadores de custos e produtividade, transformações trabalhistas e tecnológicas, além das diretrizes relacionadas ao mercado de carbono.
Conduzido pela diretora executiva da ABOL, Marcella Cunha, o Kick Off 2026 apresentou as principais frentes prioritárias de cada diretoria:
• Logística de Produtos de Interesse à Saúde: lançamento do e-book sobre o papel do Operador Logístico no setor farmacêutico
• Operações e Inovação: redução de custos, seguro da carga e ganhos de eficiência
• ESG: elaboração do 3º Inventário de Gases de Efeito Estufa das associadas
• Capital Humano: robotização no transporte e na armazenagem e discussão do fim da escala 6x1
• Jurídica e Regulatória: acompanhamento do Projeto de Lei 3757/2020 e da Reforma do Código Civil
• Tributária e Contábil: análise dos impactos da Reforma Tributária
MULTIMODALIDADE
A ampliação da visão da multimodalidade foi um tema levantado não só por Marcella como também por Ricardo Buteri, COO da Santos Brasil e presidente do conselho deliberativo da ABOL.
O executivo reforçou como esse é um ponto que impacta e mantém o protagonismo do agronegócio, que depende da combinação de modais para chegar aos portos. “Quando vemos um anúncio de que o agro é pop, perguntamos: o que seria dele sem o transporte ferroviário, os dutos e a integração dos modais?”
Já Marcella ressaltou a necessidade de uma atuação representativa mais flexível e conectada às demandas regionais e às oportunidades locais, para que os OLs possam atuar onde fizer sentido, mesmo em contextos em que ainda não haja capilaridade plena de mão de obra.
O encontro permitiu, ainda, que representantes das diretorias atualizassem as associadas, estimulando a participação ativa na evolução das pautas estratégicas.
PLANOS DE AÇÃO DAS DIRETORIAS TEMÁTICAS DA ABOL, INCLUEM:
Charles Cunha (Tora), que está à frente da Diretoria de Operações e Inovação, elencou pontos como eficiência operacional, transformação digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas, com atenção à capacitação de profissionais, escassez de motoristas e o uso de inteligência artificial.
Já Marcos Azevedo (Bravo), líder da Diretoria ESG, ressaltou: “Há cerca de três anos, os riscos climáticos ainda eram pouco notados. Hoje, chegaram com força à agenda do setor. Nesse contexto, é fundamental reconhecer que a sustentabilidade dos negócios passa, necessariamente, por uma gestão de riscos eficiente”. Ele terá como foco, ainda, iniciativas de descarbonização e a troca de soluções práticas diante das crescentes exigências de clientes e do avanço da regulação ambiental.
Na área regulatória e fiscal, Douglas Beleze (ID Logistics), que recém assumiu a Diretoria Tributária e Contábil, terá como prioridade a preparação das empresas para a reforma tributária, a mitigação de impactos financeiros e o nivelamento de informações para reduzir riscos e penalidades. “É um assunto bastante crítico que precisa ser compreendido a fundo, debatido e antecipado pelos associados. Negligenciar este tema pode implicar em prejuízos financeiros, seja por erro de precificação dos serviços ou por aplicação de penalidades por parte do governo”.
Já Edson Silva (BBM), da Diretoria Jurídica e Regulatória, trouxe como prioridade o acompanhamento do PL 3757, das pautas trabalhistas e da articulação permanente com Câmara e Senado.
E Fernanda Ribeiro (Wilson Sons) e Angélica Nogueira (Luft Healthcare), que juntas estão no comando da Diretoria de Capital Humano, estarão focadas em iniciativas voltadas à formação profissional, atração de talentos e fortalecimento da cultura organizacional, com atenção especial à alta rotatividade, ao desenvolvimento de lideranças, à sucessão profissional e ao uso de dados para apoiar decisões estratégicas de gestão de pessoas.
Por fim, Kleber Fernandes (AGV), que responde pela Diretoria de Logística de Produtos de Interesse à Saúde, explicou que terá foco em rastreabilidade e boas práticas na cadeia logística de saúde, incluindo a harmonização regulatória entre estados, a aplicação da RDC 430 e o aprimoramento de práticas como controle de temperatura e operações de crossdocking.
“A ABOL é viva, dinâmica e coletiva. Para seguir em constante evolução, contamos com o compromisso de todas diretorias temáticas, que trabalharão em consonância com as bandeiras da Associação, definidas pelo nosso Conselho Deliberativo para o biênio”, conclui Marcella Cunha.