12/11/2025

Nova gestão busca JSL ‘mais leve’

 Nova gestão busca JSL ‘mais leve’



Em meio a uma mudança em seu comando, a JSL, empresa de logística da Simpar, planeja se tornar uma empresa “mais leve”, segundo o novo presidente, Guilherme Sampaio, que assume oficialmente em janeiro no lugar de Ramon Alcaraz. Além disso, a companhia acaba de lançar um braço voltado a serviços de intralogística (como armazenagem, centros de distribuição e gestão de estoque), a Intralog, que deverá ser um novo foco de expansão.


A divisão nasce com R$ 2,4 bilhões de receita anual, e com meta de crescimento acima de 20% ao ano. “A operação não tem caminhão envolvido, ela se dá dentro da cadeia do cliente, gerenciando o estoque, fazendo toda a intralogística. É um tipo de operação dedicada e altamente customizada, com contratos de longo prazo, de cinco a oito anos”, afirmou Sampaio, até então diretor financeiro da empresa.


Hoje esses serviços já são prestados pela JSL, mas de forma não integrada. Agora, a ideia é reunir as operações na Intralog. Segundo o novo presidente, em sua gestão, um dos focos será ampliar as sinergias dentro da empresa e aumentar a eficiência. Até o momento já foi identificado um potencial de redução de custos de R$ 241 milhões, afirmou Sampaio.


“Uma das principais metas é deixar a companhia mais leve, aplicar tecnologia onde for possível, destravar processos de eficiência, gerar sinergia operacional com empresas adquiridas e aumentar a eficiência dos ativos”, afirmou o executivo.


A companhia também deverá manter seu esforço de desalavancagem. A JSL encerrou o terceiro trimestre com indicador de 3,03 vezes a relação da dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), recuo na comparação aos 3,18 vezes do trimestre anterior - mas ainda acima do patamar de um ano atrás, de 2,94 vezes, beneficiado por evento não recorrente.


A JSL também segue reduzindo investimentos, que no trimestre caíram 27,6%, para R$ 62,8 milhões. Uma das estratégias da empresa tem sido alugar caminhões em vez de comprá-los.


No terceiro trimestre, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 18,1 milhão, queda anual de 58,7%. O lucro ajustado, que desconsidera os efeitos contábeis não recorrentes, é de R$ 35,8 milhões, 50,7% menor do que no ano anterior - resultado ainda impactado pelo aumento da taxa de juros, disse Sampaio.


Fonte; Valor Econômico




Notícias Relacionadas
 Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos chineses, aponta DHL

03/07/2026

Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos chineses, aponta DHL

A demanda por compras internacionais segue em alta no Brasil. De acordo com dados do DHL E-Commerce Trends Report 2026, produzido pela empresa de logística DHL com base nas respostas de (...)

Leia mais
 CMA CGM anuncia aquisição da FedEx Supply Chain por US$ 1,4 bilhão

02/07/2026

CMA CGM anuncia aquisição da FedEx Supply Chain por US$ 1,4 bilhão

O CMA CGM Group anunciou um acordo para adquirir a FedEx Supply Chain, subsidiária da FedEx Corp., em uma transação avaliada em US$ 1,4 bilhão. A operação, que ainda depende de aprovaçõe (...)

Leia mais
 Plano Safra de R$ 525 bilhões deve ampliar movimentação de cargas em portos e hidrovias nacionais

02/07/2026

Plano Safra de R$ 525 bilhões deve ampliar movimentação de cargas em portos e hidrovias nacionais

O volume recorde de recursos do Plano Safra 2026/2027, lançado nesta terça-feira (30) pelo Governo do Brasil, amplia as perspectivas de crescimento da produção agropecuária e reforça a i (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.