24/09/2020

A ponte da Ecovias não atende ao Porto de Santos

 A ponte da Ecovias não atende ao Porto de Santos


Relação porto-cidade deve ser harmoniosa e precisa ser medida na escala humana

A construção da ponte para ligação a seco das margens do Porto de Santos, no litoral paulista, proposta da Ecovias como investimento cruzado para renovação do seu contrato de concessão da Rodovias dos Imigrantes, que liga São Paulo à Santos, não atende exigências da mobilidade de um mundo cada vez mais internacionalizado. Assim, não considera o funcionamento das três cidades, por onde se estendem os cais do porto. Uma obra aguardada há quase um século.

O Webinar Semanal do Portogente (WSP), desta terça-feira (22/9), debateu o tema “O Túnel Submarino do Porto de Santos”. O que se assistiu mostrou, de forma contundente, a superioridade do túnel como solução moderna para harmonizar os fluxos logísticos do porto e a mobilidade dos três municípios portuários vizinhos, compondo um único núcleo urbano. E pelo perfil plano da região, com intenso uso de bicicletas para se mobilizar.

A soma da população desses municípios é de aproximadamente 900.000 habitantes. Com característica turística, a região recebe anualmente mais de três milhões de turistas. A ligação das duas margens (Santos e Guarujá), por meio de balsas, há muito se mostra deficitária e penosa. Ao olhar o horizonte da expansão do porto, é preciso contemplar também a travessia ferroviária. As projeções são de aumento significativo na sua movimentação de carga.

No projeto do túnel está previsto passagem de veículos rodoviários pesados, veículo leve sobre trilho, bicicletas, cadeirantes e pedestres. A via das ferrovias de carga deve ser incluída. No futuro próximo precisa ser construída uma ligação ferroviária dos Portos de Santos e de São Sebastião, cuja profundidade natural pode ser um porto complementar (feeder) do de Santos.

Conforme as palavras do diretor do Departamento de Novas Outorgas e Políticas Portuárias, do Ministério da Infraestrutura, Fábio Lavor, há possibilidade de incluir no desenho de desestatização a solução da ligação seca. Por isso, o Ministério vai estar debruçado para solucionar essa questão até o primeiro semestre de 2022.

Fonte: Portogente

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