25/11/2021

Loggi inaugura novo megagalpão de R$ 150 milhões para acelerar entregas

 Loggi inaugura novo megagalpão de R$ 150 milhões para acelerar entregas


Depois de receber um dos maiores cheques do ano entre startups nacionais (US$ 212 milhões, em fevereiro), a Loggi anuncia nesta quinta, 25, um novo galpão de entregas que promete agilizar suas operações. Localizado em Cajamar (SP), o centro é fruto de um investimento de R$ 150 milhões e terá capacidade de processar 1 milhão de pacotes por dia até 2023 – atualmente, ele é capaz de processar a metade disso.

Com o novo centro, a expectativa da startup é reduzir em até cinco horas o tempo de entrega na capital paulista – a ideia é que as encomendas na cidade sejam feitas em menos de 24 horas.

Acompanhando a onda de inaugurações recentes feitas por gigantes do varejo, como Amazon e Mercado Livre, a Loggi mira na automação do processo para ter vantagem diante da concorrência. O centro aposta em software e maquinário inteligente, reduzindo a participação humana.

“Esse centro foi resultado de muitos anos de pesquisa e de aprendizado de como processar pacotes com mais produtividade, eficiência e melhorando qualidade”, diz ao Estadão Grégoire Balasko, diretor de operações da Loggi.

Estoque\
O entreposto é do tipo cross-docking, no qual não há estocagem de itens, algo comum nos centros de distribuição tradicionais. Neles, os produtos ficam parados nas prateleiras para pronta-entrega.

No caso da Loggi, os pacotes são reorganizados assim que chegam no local e enviados para os caminhões da startup, que farão o trajeto de entrega.

Priscila Miguel, do Centro de Logística e Supply-Chain da Fundação Getúlio Vargas, explica que o modelo faz com que a Loggi diminua os custos de operação, permitindo que as empresas parceiras também façam menos viagens. “Isso vai garantir que existam mercadorias de forma mais planejada e consolidada, porque vai haver mais agilidade no processo”, explica a professora.

O investimento em automação e tecnologia, no entanto, é uma aposta de longo prazo, comenta Priscila. Devido ao alto custo de importação das máquinas, empresas do segmento ainda preferem apostar em mão de obra humana.

“O investimento nessa tecnologia é muito caro e não é algo que é feito rapidamente, porque precisa incorporar o processo de adaptação dos processos, fazer a implementação do projeto e treinar as pessoas”, observa.

Expansão\
A Loggi não quer ficar estacionada em Cajamar. A cidade de São João de Meriti (RJ) recebe hoje um novo cross-docking de 18 mil metros quadrados e menos “tecnológico” do que o paulista – o antigo galpão da startup no Estado fluminense, em Cordovil, tinha 2 mil metros quadrados.

Fundada em 2013, a Loggi tem 10 galpões de cross-dockings no País e faz entregas em 3 mil municípios via malha própria - a meta é chegar a 4 mil cidades.

“Nossa expansão é um processo por etapas. Primeiro pegamos mais espaço físico e depois adicionamos mais formas de automação. Pretendemos replicar esse movimento pelo Brasil”, diz Balasko. Para ele, o galpão da capital fluminense terá o papel de não apenas receber cargas do resto do País a caminho do Rio, como também ser um entreposto de despacho para outras regiões.

Lars Sanches, professor do Insper e pesquisador do MIT, afirma que a principal vantagem desse movimento é conectar pequenos e médios vendedores ao resto do País. “Eles podem oferecer o serviço a empresas menores que não tem estruturas próprias, por isso é uma iniciativa positiva para os pequenos”, observa.

Balasko aposta também no aumento de entregas nas regiões onde a startup já atua: “O mercado de encomendas do Brasil ainda é muito incipiente, mas está em rápido crescimento”, aponta o executivo. A promessa de expansão do segmento está no boom do e-commerce, catapultado pela pandemia de covid. “Na Europa, existe um volume de cerca de 6 encomendas por habitante, enquanto no País esse número é de 3. Aqui, nós projetamos crescer 20 vezes.”

Priscila, porém, lembra que os planos de expansão podem esbarrar na economia brasileira. “As empresas de logística sofreram pouco com a pandemia. Existe perspectiva de crescimento, mas isso depende da recuperação do País”.



Fonte: Estadão

Notícias Relacionadas
 Multilog anuncia inauguração do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu para dezembro de 2026

16/01/2026

Multilog anuncia inauguração do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu para dezembro de 2026

A Multilog anunciou que o Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu será inaugurado em 10 de dezembro de 2026. A previsão foi confirmada durante visita às obras realizada nesta terça-feira (13) p (...)

Leia mais

13/01/2026

A DHL Global Forwarding e o grupo CMA CGM firmaram uma parceria para ampliar o uso de biocombustíveis no transporte marítimo de contêineres, como parte das estratégias das duas companhia (...)

Leia mais
 Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)

12/01/2026

Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)

A JSL abriu inscrições para a 17ª edição do Programa Mulheres na Direção, iniciativa voltada à capacitação e inserção de mulheres no setor de transporte rodoviário e logística. Nesta edi (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.