16/10/2025

Os caminhos da Brado para garantir novos destinos para o algodão

 Os caminhos da Brado para garantir novos destinos para o algodão



A produção de algodão no Brasil deve crescer 5,7% frente a 2024, chegando em 3,9 milhões de toneladas neste ano. Mas o mapa das exportações atravessa uma mudança, com uma saída parcial da China da lista de compradores — o país asiático teve uma supersafra local da fibra — e a ascensão de outros importadores.


Como reflexo disso, a Brado, braço de contêineres da Rumo, está reforçando o controle sanitário das caixas de metal usadas para transportar a fibra.


Os embarques para os chineses caíram 65% de janeiro a agosto deste ano, de acordo com a empresa. O Vietnã também reduziu em 40% suas compras de algodão brasileiro.


Na contramão, as importações aumentaram por parte da Turquia, com um aumento de 82%, Paquistão (alta de 79%) e Bangladesh (36%).


Ao contrário da China, que liderava as compras até o ano passado, os mercados que ampliaram suas compras exigem a fumigação com brometo de metila, um método de controle de pragas.


O uso do componente é restrito no Brasil, sendo permitido com finalidade fitossanitária internacional. Sob fiscalização de Ibama, Anvisa e Mapa (Ministério da Agricultura), o procedimento acontece em áreas alfandegadas durante processos de importação ou exportação — como é o caso do terminal multimodal de Rondonópolis (MT).


Por lá, para atender à demanda desses países, a empresa ampliou a capacidade de brometo de metila de 28 para 75 contêineres. Com isso, liberou espaço no porto de Santos (SP) e agilizou o fluxo da cadeia logística, segundo a Brado.


De olho nos novos destinos, a Brado também fez melhorias de infraestrutura no terminal, como a instalação de docas pneumáticas e pontes rolantes e a aquisição de empilhadeiras elétricas.


Além disso, em parceria com a MRS, a empresa tem praticado novas rotas de exportação, viabilizadas pelo hub logístico no terminal de Sumaré (SP). O transporte passou a eliminar etapas rodoviárias, e os trens estão chegando diretamente nos terminais de Itaguaí (RJ) e de Santos, facilitando o pico de escoamento da safra de algodão entre setembro e novembro.


Segundo a empresa, as iniciativas colaboram para o índice de 98% de pontualidade nas entregas em Santos e para os 20% de participação no escoamento do algodão do Mato Grosso.


“O algodão brasileiro passa por uma transição importante de mercados, e a logística precisa acompanhar esse movimento. Investimos para assegurar fluidez ao sistema, reforçando a competitividade da pluma nos principais destinos”, explica a executiva de vendas Mayra Antunes Coelho.



Fonte: Infomoney



Notícias Relacionadas
 “Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

16/04/2026

“Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

A principal tensão que hoje paira no setor de transporte e logística brasileiro deve ser aliviada somente com o fim da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, solução que se mos (...)

Leia mais
 Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

13/04/2026

Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

A agenda climática se tornou uma variável direta na gestão logística. O tema foi destaque no primeiro ABOL Day de 2026 da Diretoria ESG da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (...)

Leia mais
 Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

10/04/2026

Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

A ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), com o apoio da Luft Logistics e outras empresas associadas, concluiu em março o projeto "Juntos pelo Telh (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.