19/01/2022

Sem Reporto, grupos preveem onda de reequilíbrios

 Sem Reporto, grupos preveem onda de reequilíbrios


As companhias do setor portuário no país ainda acreditam que será possível derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro que derrubou o Reporto e, dessa forma, manter o regime tributário que desonera investimentos em portos e ferrovias. O programa estava vigente desde 2004.

No entanto, caso esse cenário não se concretize, deverá haver uma onda de pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos e, em alguns casos, “apagão de investimentos”, afirma Jesualdo Silva, diretor-presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários).

“Sem o programa, o custo de alguns equipamentos aumenta mais de 40%. No caso dos contratos de arrendamento, há investimentos que são obrigatórios, mas sem dúvidas terão que ser reequilibrados caso se confirme o fim do Reporto. Uma das possibilidades de reequilíbrio é reduzir os investimentos, ou no mínimo rever os cronograma, para que sejam reperfilados”, diz.

Na visão das empresas, não há dúvidas quanto ao direito a uma compensação caso o regime seja extinto, porque o desconto já era muito incorporado ao setor e a própria agência reguladora fazia os estudos de viabilidade para os novos contratos levando em consideração a existência do programa tributário. “O Reporto era usado na própria modelagem dos leilões”, afirma Silva.
Questionada sobre a possibilidade de reequilíbrio nesse caso, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) afirmou, em nota, que “apenas se posiciona sobre pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro nos casos concretos, mediante deliberação da Diretoria Colegiada.”

O presidente da ABTP, porém, destaca que o “plano A” do setor não é formular pleitos de reequilíbrio - um processo complexo, que costuma demorar e gerar debates com a agência. “As companhias não querem gastar energia para minimizar ou evitar prejuízos, elas querem fazer os investimentos planejados.”

A manutenção do Reporto havia sido incluída pelo Congresso Nacional no projeto de lei da “BR do Mar”, que alterou as regras do setor de cabotagem. O texto foi sancionado no dia 7 de janeiro, porém, com o veto ao programa - que vinha sendo defendido pelo ministério de Infraestrutura, mas não pela equipe econômica. Agora, os setores se articulam para a derrubada do veto.



Fonte: Valor Econômico

Notícias Relacionadas
 Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

23/04/2026

Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

A Andreani Logística lançou em seu site uma seção dedicada às iniciativas de ESG, reforçando a transparência e o acompanhamento público de suas ações em sustentabilidade. O ambiente reún (...)

Leia mais
 Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

22/04/2026

Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

O movimento de caminhões nos cinco portos secos de fronteira administrados pela operadora logística Multilog apresentou crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mes (...)

Leia mais
 Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

22/04/2026

Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

A Wilson Sons iniciou um teste com biocombustível em rebocadores, no terminal de embarque de minério de ferro da Ferroport, no Porto do Açu, em São João da Barra. A iniciativa, voltada à (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.