08/01/2025

Indústria logística precisa reduzir em 45% as emissões de carbono até 2030

 Indústria logística precisa reduzir em 45% as emissões de carbono até 2030



Visando identificar o avanço da indústria de logística global na jornada rumo à descarbonização, o Boston Consulting Group (BCG) analisou as 100 maiores empresas do segmento. O estudo “Tapping into the Power of the BCG Decarbonization Index for Logistics Service Providers” mostra que, apesar do aumento da conscientização, a implementação de práticas sustentáveis ainda é um desafio para a maioria das companhias.


O levantamento aponta que a cadeia de logística, como um todo, emite globalmente 22% dos gases de efeito estufa, sendo o transporte de mercadorias responsável por mais de 40% desse total. Contudo, entre 2022 e 2023, a descarbonização do setor subiu apenas de 5 para 6 (em uma escala de 100), segundo o BCG Logistics Decarbonization Index – índice inédito que comprime os dados do setor em um único sistema de pontuação.


Entretanto, a pesquisa revela que 43% dos entrevistados não fizeram praticamente nada em termos de descarbonização e somente 8% demonstram um compromisso real com a redução dos gases de efeito estufa, com metas ambiciosas, estratégias bem definidas e ações implementadas que geram resultados concretos.


Este cenário é impulsionado por três fatores principais: a crescente pressão do mercado por serviços logísticos verdes, com organizações sustentáveis apresentando retornos até 10% superiores para os acionistas; regulamentações governamentais mais rigorosas; e a crescente inovação e colaboração entre empresas.


Para acelerar o progresso rumo a um futuro com emissão zero, a consultoria recomenda que as empresas de logística adotem os “5 Ds”:


– Determinar. Mensurar e monitorar a pegada de carbono para identificar as principais fontes de emissão.


– Discernir. Analisar as pressões do mercado e as oportunidades emergentes na área de sustentabilidade.


– Desenvolver. Criar um business case sólido para a descarbonização, considerando os custos, benefícios e retorno sobre o investimento.


– Diferenciar. Produzir ofertas de serviços verdes que atendam às demandas dos clientes e se destaquem no mercado.


– Desenhar. Elaborar um plano de transição detalhado com metas, prazos e recursos definidos.


O estudo completo está disponível, em inglês, no site do BCG.


Fonte: Logweb



Notícias Relacionadas
 “Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

16/04/2026

“Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

A principal tensão que hoje paira no setor de transporte e logística brasileiro deve ser aliviada somente com o fim da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, solução que se mos (...)

Leia mais
 Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

13/04/2026

Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

A agenda climática se tornou uma variável direta na gestão logística. O tema foi destaque no primeiro ABOL Day de 2026 da Diretoria ESG da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (...)

Leia mais
 Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

10/04/2026

Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

A ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), com o apoio da Luft Logistics e outras empresas associadas, concluiu em março o projeto "Juntos pelo Telh (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.